Resistir

Um blog de António João Correia.

"Resistir" is Antonio Correia's blog. From the Pacific Ocean...Almost in Portuguese.

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13/05/2012

O Palácio da Ventura

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busca anelante
O palácio encantado da Ventura!


Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura…
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!


Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado…
Abri-vos, portas d’ouro, ante meus ais!


Abrem-se as portas d’ouro, com fragor…
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão — e nada mais! "


Antero de Quental
posted by AJC @ 6:46 da tarde  
24/03/2012
Nunca mais me confessei
Cresci em Vila do Porto, onde sempre suspeitei existir uma ilha, entre poetas falhados, amantes incorrigíveis e conspirações metafísicas que acabavam por matar Deus entre vivas ao socialismo e ao futuro, quase sempre com uma viagem a São Lourenço, onde deixei o que resta de mim num dia qualquer, certamente com frases feitas e saudades imensas de Sofia e António.
Em Santa Maria também aprendi a ser laico e republicano, pois socialista era condição prévia para salvar o mundo e todos, ou quase todos, sabiam o lugar na hierarquia social da revolução, até o meu querido padre Jacinto Monteiro era socialista, e a partir daí não havia limites, a não ser embarcar para a América, onde no meu caso moravam João de Farias Correia Júnior dos Arrifes e Etelvina de Santa Clara, meus avós paternos, que preferiram, e bem, a América ao modelo açoriano de criar 8 filhos entre a poesia e a crueldade da luta de classes micaelense onde se deveria beijar a mão que nos dá a esmola, rezar ao Senhor Cristo e criar ciúmes a Deus com o Espírito Santo na sala de jantar ou na cama.
Quando descobri que nasci em São Miguel e não em Santa Maria, como se fosse possível tal insulto, moderei a verdade como sendo moralmente da ilha de Diogo de Silves. Assunto resolvido. Ainda hoje sou de Santa Maria.
Em Vila do Porto uma pessoa só podia ser feliz. Fui centenas vezes jogador do Benfica, vi o Eusébio no aeroporto (já não jogava no Benfica, mas o Eusébio é o Eusébio), conheci o Mário Soares, salvei o mundo mais de quinhentas vezes e quando estava doente ia ao Dr Jorge que me falava da inteligência do meu avô António e da beleza da minha avó Sofia, que doenças eram coisa para doentes. Também vi gente muito pobre, nos anos setenta Santa Maria tinha muitos pobres, mas pareciam felizes em trabalhar por nada, passar fome, emigrar e rezar.
Os pobres de Santa Maria fartavam-se de rezar. Provavelmente ainda rezam, mas hoje estarão todos mortos, ou então são ricos. E já não precisam de rezar. Quando os vejo, os vivos que estão na América e no Canadá, só me dizem coisas de amor em relação a Santa Maria, e eu que não era pobre, que sempre tive tudo o que quis, serei o único que me queixo. Parece que a pobreza deles teve mais consequências em mim. O drama do escritor que não escreve é sempre maior.
Para me salvar a alma, ou treino para ser ateu segundo António, Sofia colou-me a ajudar na missa, local onde aprendi olhar para o povo de Vila do Porto a partir do altar. Não sei dos mistérios de Deus, mas se existe algum lugar onde a salvação nunca será possível, será entre os católicos de Santa Maria, os pecados eram tantos que algumas confissões demoravam mais de duas horas, por pessoa. E a urgência em pecar era tanta que várias pessoas confessavam-se duas ou três vezes por semana. No meu caso, como funcionário da casa, tinha alguma vergonha em não ter pecados pelo que quando chegava a minha vez de me confessar lá tinha de inventar alguns vícios para assinar o ponto e assistir, com calma, às confissões dos verdadeiros e autênticos pecadores. Naqueles anos as confissões eram, pela primeira vez, à vista do público, um modelo na altura revolucionário, ou moderno, consoante a perspectiva. Seria ainda o socialismo ou o fim do mundo, diziam outros.
Por vezes era o padre Jacinto no canto direito do altar, o padre Constância no outro lado, o padre Figueiredo mais abaixo, mas o meu favorito era o meu primo padre Serafim, ilustre poeta que sabia mais da vida do que Deus e via em mim um potencial bardo,
Então tens feito poemas?,
Tenho sim senhor, mas não são tão bons como os de António.
Existirá alguma mulher nesta ilha que não esteja apaixonada por ele?
Acho que não, mas cada um nasce para o que nasce.
posted by AJC @ 10:32 da manhã  
01/03/2012
Leitores
Descobri que este blog tem leitores. Fiquei assustado.
posted by AJC @ 7:59 da manhã  
06/02/2012
The Unknown Citizen por W.H. Auden
He was found by the Bureau of Statistics to be
One against whom there was no official complaint,
And all the reports on his conduct agree
That, in the modern sense of an old-fashioned word, he was a
   saint,
For in everything he did he served the Greater Community.
Except for the War till the day he retired
He worked in a factory and never got fired,
But satisfied his employers, Fudge Motors Inc.
Yet he wasn't a scab or odd in his views,
For his Union reports that he paid his dues,
(Our report on his Union shows it was sound)
And our Social Psychology workers found
That he was popular with his mates and liked a drink.
The Press are convinced that he bought a paper every day
And that his reactions to advertisements were normal in every way.
Policies taken out in his name prove that he was fully insured,
And his Health-card shows he was once in hospital but left it cured.
Both Producers Research and High-Grade Living declare
He was fully sensible to the advantages of the Instalment Plan
And had everything necessary to the Modern Man,
A phonograph, a radio, a car and a frigidaire.
Our researchers into Public Opinion are content 
That he held the proper opinions for the time of year;
When there was peace, he was for peace:  when there was war, he went.
He was married and added five children to the population,
Which our Eugenist says was the right number for a parent of his
   generation.
And our teachers report that he never interfered with their
   education.
Was he free? Was he happy? The question is absurd:
Had anything been wrong, we should certainly have heard.

W. H. Auden
posted by AJC @ 9:41 da tarde  
07/01/2012
Kaváfis esperando bárbaros no aeroporto de Santa Maria
Ninguém é da terra, vejo as fotografias e nem consigo ver fantasmas, nem sequer os caminhos invisíveis das memórias,
esta gente extinguiu-se com a vida, nossa e deles, se ao menos fosse verdade que
 mudo a página e no fim do ano reconheço uma cara,
como os anos passaram, esta rapariga era tão bonita, como terá sido a sua vida, será que ela se lembra de mim? Envelheceu tanto
Nunca mais vi António e Sofia à minha espera, tenho lido poemas para me justificar, mas para quem vive no Pacífico a realidade satisfaz, dizem que
por vezes nem sei se Vila do Porto terá existido ou se a terei inventado, não seria a primeira vez que destruímos impérios para um verso imaginário, e não consta que  W.H. Auden tenha percorrido as ruas da minha infância?
Para me perder bastava-me encontrar uma razão, não existe abandono que nos amaine, felicidade que arruíne a origem da ingratidão, outros fundaram Impérios do Espírito Santo, outros morreram sem me avisar, fomos para a América, temos armas, sotaque, misérias, desejos e dinheiro para salvar o mundo
Como é que ela se chamava?
Em Vila do Porto Deus existia, Nossa Senhora da Conceição aparecia em procissões e eu ajudava na igreja, quem são as pessoas que invadiram a minha terra?
Ou terei ido, para sempre, para um exílio que nunca mais irei regressar
Kaváfis esperando bárbaros no aeroporto de Santa Maria, ateus que me converteram, mouros,
revoluções, escravos, tempestades, poemas, todas as mulheres do mundo que me amaram mas nunca mais parti para o mar de São Lourenço.


posted by AJC @ 5:04 da tarde  
26/12/2011
Autonomia de sucesso
Autonomia de líderes supremos.
posted by AJC @ 5:05 da tarde  
24/12/2011
Açorianos de todo o mundo, uni-vos! (quase um poema de Natal)
Agrava a culpa dos açorianos livres, ninguém lhes define a alma e
Até acreditam em Deus, na matéria e na eternidade da pobreza, somos católicos
Quando o resto do mundo imita a violência de Cristo nascer todos os anos para
Nos salvar de nós próprios, dos orgasmos e da cruel natureza humana,
licença poética, São Paulo é o inventor do nosso cristianismo, disse a mulher, nem saberia do fim destes tempos, e com o tempo deixei de falar em português, como as minhas filhas e as mulheres da minha vida
Nem Maria, nem José, precisam de cash na pátria, dinero caliente, like a rolling Stone, disse o poeta,
Serão um hedge fund melancólico? How does it feel?
Falarão de amor? Quem amas? Fomos colónia de presidiários, exportamos mão-de-obra para o Sul do Brasil, mineiros para o Norte do Canadá, operários para as fábricas, no tempo em que a América as tinha
E Deus fomos nós, cuidado com a gramática, entre terramotos e um mar que só nos matou
Uma linha para o Espírito Santo, estou convertido, nunca nos faltaram miseráveis para alimentar
Escrevo para nos salvar, disse a mulher, Cristo era uma mulher das ilhas, Deus não tem sexo, será o tempo
E a salvadora para um povo que perdeu a memória da agonia pela agonia, da misericórdia
o café deste hotel está vazio, foram rezar pelo nascimento, Cristo, Cristo, Cristo, sem culpa inventou açorianos para nos libertar de Cristo outra vez
E Belém era numas ilhas que nunca mais vi, nem saberia se tentasse, poema para ler em desespero, sem desejo, não poderia existir um Deus vingativo, justiceiro, escreverei matéria, o espaço da revolta do poema arruinado pela saudável falta de leitores
Açorianos de todo mundo, uni-vos!, Jesus veio para nos salvar.
posted by AJC @ 10:19 da manhã  
11/12/2011
Ponta Delgada
posted by AJC @ 10:12 da tarde  
04/12/2011
Humor

Finalmente, a biografia de Pacheco Pereira, de quem sou admirador.
posted by AJC @ 10:01 da manhã  
26/11/2011
Notícias do Benfica, pátria e de Eurico, o Presbítero
Mais uma vez, estou sentado numa tasca do Pacífico para ver um jogo de futebol, talvez a única ligação que ainda tenho com a pátria, e que pátria
sem  Deus, espero do meu Benfica o que Portugal nunca deu a Camões;
hoje, na tasca, não têm bacalhau no forno, pelo que terei de escolher outra coisa, talvez um bife;
com os anos tornei-me conservador, se é Sábado, se estou no Oceano Pacífico, se o Benfica joga espero bacalhau no forno, com azeite.
A rapariga da tasca fala mal inglês, eu não falo português desde que me exilei, ou me exilaram, o que também é irrelevante, mais língua menos idioma, na América do Norte somos todos conquistadores e ricos pois falamos na forma que nos apetece, e olha a pátria de Herculano alugando Eurico, o Presbítero, com Hermengarda a falar da troika, subsídios, sacrifícios, Otelo, Soares, manifestos, fado, dívidas, sono, maus poemas, sífilis, estado social, repetições e o drama do subsídio de Natal.
Portugal à venda. A bancada do Estádio da Luz esteve a arder, não sei se o Cardozo insultou o árbitro, a solução está na emissão de moeda pelo BCE e Portugal voltará para o Oriente, ao serviço do senhor D. João II.
Golo. Javi Garcia marcou. Lembra o Toni nos anos setenta.
Manuel Godinho não almoçou com Cavaco, Vara gosta de robalos, Duarte Lima já não canta, os outros facilitaram os negócios e a presunção constitucional da inocência tem estilo,
se esta besta continuar a escrever para os jornais vocês ficam sem publicidade, disse o senhor
grande promoção do turismo, podem ainda levar as pessoas pois Portugal resume-se a alguns restaurantes. Será a troika alguma coisa sexual?
A questão passa então pelo Banco Alimentar (mandem a televisão pública alimentar uma criança), dá mais votos, talvez umas latas de atum, de nível europeu, este novo posto de turismo do Porto, poderia ser regional, nacional mas é o melhor da Europa, dérbi intenso, o senhor Arcebispo está preocupado, o orçamento promete um período difícil.
posted by AJC @ 11:18 da tarde  
24/11/2011
Democracia?
posted by AJC @ 1:57 da tarde  
10/11/2011
Cavaco e os croquetes
Mais do que uma visita patética, feita no interesse de meia dúzia de comedores profissionais de croquetes sustentados pelo orçamento português, a visita de Cavaco Silva aos Estados Unidos diz-nos da irrelevância, incompetência e tacanhez da diplomacia portuguesa.
Com todo o tempo do mundo, o Presidente português salta então de palanque para estrado de ocasião, como um pobre coitado, perdido, meio ignorante, meio espantado, por vezes deslumbrado com os saloios que o rodeiam, de fotografia para fotografia, emprestando sempre o rosto a uma agenda feita para “encher chouriços”, sem resultados, sem avaliação política (mais um exemplo de como a comunicação social portuguesa não tem sentido crítico quando lhes pagam as viagens). Como outras antes, esta visita servirá para nada. Uma vergonha.
Como açoriano, esta visita ainda me diz outra coisa, um insulto deste Presidente ao povo açoriano, pois é óbvio a maneira como esta visita ignora e secundariza os sucessos dos açorianos que fizeram dos EUA a sua pátria, conquistando com trabalho lugares de relevo, seja no mundo económico, financeiro, académico ou político.
posted by AJC @ 11:57 da tarde  
02/11/2011
100% de acordo (sinais dos tempos)
posted by AJC @ 1:55 da tarde  
30/10/2011
Hoje acordei assim (sempre no Pacífico)






Sempre no Oceano Pacífico. Sempre em busca do meu Norte "verdadeiro" (a bordo da Molly Brown, esperando por amigos para um almoço quase açoriano).
posted by AJC @ 9:24 da manhã  
28/10/2011
Sucesso regional
Ou a elite das democracias regionais (todos felizes).
posted by AJC @ 6:04 da tarde  
16/10/2011
A razão da memória
Não faltam soluções para o destino da pátria. Não faltam lágrimas de crocodilo subsidiado. Não falta nada. Falarei do silêncio desta gente que se calou, que sempre se calou. Falarei ainda de quem se exilou por não conseguir viver em Portugal, com esta gente, cheia de soluções, de lágrimas, de silêncio, que se calou, que sempre se calou. Não falarei de poemas.
Onde estou?
São três horas da tarde num Domingo qualquer. Vivo na costa do Pacífico da América do Norte entre o estreito da Geórgia e as ilhas de Juan de Fuca, terra que me aceitou e nunca me perguntou se sei dos caminhos da revolução, dos favores ou da cor partidária dos cães de fila. Não acredito em Deus, trabalho para o grande capital e já vi o fim do mundo. Também não procuro a confiança do leitor ou a salvação do quer que seja. Busco, apenas, a clareza dos lugares-comuns e a agonia da verdade. Parece pouco mas nada mais tenho para dizer, num Domingo qualquer, neste Pacífico, nesta vida.
O senhor Presidente está errado, disse e escrevi tantas vezes. Temos a região mais pobre da Europa comunitária, ainda com políticos corruptos, funcionários preguiçosos, militantes prontos para o saque do bem comum e pedintes com fome que tudo aceitam (é a natureza humana) para comer. Sem a educação desta gente e a igualdade no acesso às oportunidades através do trabalho e mérito dentro de 10 anos estaremos ainda pobres, atrasados, falidos, agoniados em busca de mais uma estrada, homenagem, uma placa de inauguração, uma rotunda, crédito, um favor, uma esmola.

Encarrega-me ainda Sua Excelência de comunicar que se Vossa Excelência declarar em público a notável modéstia e o brilhantismo deste governo, o pedido de emprego para o nosso jovem camarada será deferido. Aproveito ainda a ocasião para comunicar que poderá contar com a discrição dos serviços judiciais no contrato público ilustrado e a total colaboração da televisão e rádio públicas na nossa causa. Um pouco mais de pobres daria jeito, talvez umas fotografias junto do Banco Alimentar ou uns computadores para pessoas desfavorecidas possam ajudar.
E quase todos se calaram. O senhor Bispo aceitou uns telhados novos, o clube de futebol um subsídio para pagar a prostitutas, o investigador criminal que nada investigou dos abusos contra crianças foi promovido, o vizinho foi para a praia, o escritor que falou bem teve o livro publicado com dinheiro público e vimos tantos políticos nas procissões religiosas por causa dos votos ou do sexo. Aos costumes disseram nada.
Como se define o atraso? Não sabem viver sem ser à custa do orçamento público, protecção de uma qualquer padrinho político, obras inúteis que apenas pagam campanhas partidárias, ignorância, selvajaria cívica, ladroagem, abusos e injustiças.  São muito pobres e atrasados mas não sabem. Não querem saber. 

Durante anos e anos quase todos se calaram.
E agora reclamam? Do quê? De ninguém desejar pagar as vossas contas? De não existir dinheiro para pagar o vosso silêncio? De perceberem que são tão cúmplices como quem vos roubou? Da injustiça dos credores? Deixem-me rir.
Tentei, direi ainda, viver com esta gente, tentei no limite das minhas forças demonstrar que estavam errados, que eram colaboracionistas com a ignomínia, com a destruição do futuro. Mas não consegui. Ninguém gosta da verdade antes do tempo.
posted by AJC @ 4:04 da tarde  
15/10/2011
E a Mota?
posted by AJC @ 6:45 da tarde  
13/10/2011
Portugal

Portugal em colapso. Pois. E povo?
Bem, o povo paga.

posted by AJC @ 3:06 da tarde  
10/10/2011
Ainda existe?
posted by AJC @ 5:03 da tarde  
19/09/2011
A Autonomia subsidiada
A Madeira e os Açores, com maior ou menor vergonha, decidiram, desde 1976, viver à custa do endividado contribuinte continental. Este, coitado, decidiu viver à custa do contribuinte alemão, que trabalha  para sustentar estes povos que tanto falam em democracia como em desenvolvimento, desde que sejam outros a pagarem as contas e a assumirem os riscos.
O modelo das Autonomias regionais portuguesas deu de comer e enriqueceu muita gente mas falhou.
- Criou duas regiões autónomas, com honradas excepções, de falsos autonomistas que preferem um bom capataz a negociar com Lisboa umas esmolas orçamentais do que em honrar o seu próprio destino com trabalho, honra, inovação e criação de riqueza;
- Depois de milhões e milhões deitados ao lixo, não se percebe o nível de pobreza (o caso dos Açores não tem explicação, ainda uma das regiões mais pobres da Europa!);
-Criou muita gente apática, pobre, paroquial, sem consciência das suas obrigações cívicas, mas sempre com direitos;
-O de facto Estado regional, filho das Autonomias, tudo cria, domina, perfilha, controla, aconselha, pede, ajoelha, arrasta, vomita, dá. A iniciativa privada mal existe e está subjugada ao favor,  às clientelas, jeito, voz do dono. Ao destino do atraso.
E parece que ninguém se importa.
posted by AJC @ 8:47 da tarde  

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